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Nascendo na altura da quadra esportiva do Dom Bosco, formado pelo Córrego Serraria (Santa Cruz) e Córrego Piracuama (Vila Albertina), típico curso d'água urbano, o Ribeirão Capivari, em Campos do Jordão (SP), atravessa todo o bairro de Abernéssia, Jaguaribe e termina na região do teleférico da EFCJ (Vila Capivari), onde juntando-se com o
Ribeirão das Perdizes, que vem da Ducha de Prata, forma o rio Sapucaí Guaçu em direção ao Parque Estadual e depois em direção ao Estado de Minas Gerais.
Nos seus quase 3,5 km o Ribeirão Capivari recebe cerca de 80% dos esgotos e detritos urbanos coletados e lançados sem tratamento nas suas águas, em quinze locais diferentes, além de cargas diversas dos estabelecimentos comerciais e residências de suas margens ao longo das Avenidas Frei Orestes Girardi e terceira pista (projetada). Deve ser destacado que muitas oficinas, serrarias, postos de combustíveis, lava-rapido, garagens, boates e condomínios além de lançarem seus esgotos in natura no ribeirão, têm o péssimo habito de também jogar lixo, óleos servidos, serragem e outros resíduos que contaminam e poluem suas águas.

Com o nome de Ribeirão Abernéssia as águas que originam na região do Pico do Diamante, Vila Umuarama, e que são as nascentes mais altas (acima de 1800 m) da Bacia do Prata, (Rio Paraná) embora águas límpidas, cristalinas e de excelente qualidade, classificadas como água mineral, vão recebendo ao longo do caminho cargas de lixo, esgotos resíduos os mais diversos em seu trajeto: Vila Umuarama, Monte Carlo, Vila Britânia, Usina, Vila Paulista até desaguar totalmente poluído no Ribeirão Capivari.
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O Instituto Pinho-Bravo Nascido no carnaval com a preocupação de reverter os problemas ambientais da região da Mantiqueira, em especial Campos do Jordão, o IPB - Instituto Pinho-Bravo é uma ONG (organização não governamental), pró-ativa, gerenciada como empresa, sem fins lucrativos e calcada em três importantes pilares:
a) estimular a associação entre trabalhos novos e em andamento, buscando agregar uma ou mais entidades com propostas afins, evitando desperdício de esforços;
b) seus membros do Conselho Deliberativo ou da diretoria não poderão exercer concomitantemente cargos políticos de qualquer espécie;
c) não tem como meta exercer a função de órgão fiscalizador da legislação e procurará sempre que possível adotar a filosofia de "educar e atrair adeptos para que não seja preciso punir".
Após atender toda a burocracia e os tramites legais o Instituto está devidamente inscrito e credenciado junto aos principais órgãos públicos, sob a presidência do ex-empresário e bem sucedido engenheiro Jerônimo Mário Carlotti (Ottis, Ambev, Sonnervig) e que conta ainda em sua diretoria com experientes e destacados jordanenses. | ![]() ![]() GOTADÁGUA |

A experiente equipe técnica do IPB embora trabalhando há muitos anos em projetos ecológicos e educação ambiental foi buscar junto aos maiores e mais credenciados especialistas brasileiros em campanhas de despoluição de rios que são exatamente a Rádio Eldorado e a Fundação SOS Mata Atlântica toda a " Metodologia" que empregaram no bem sucedido projeto Núcleo União Pró Rio Tietê onde arrecadaram mais de 3 milhões de assinaturas para pressionar as autoridades a iniciar a despoluição daquele importante rio paulista.
Hoje o Tietê recebe apenas 1% de todo o esgoto indústrial que recebia e com a colocação em funcionamento da estação de tratamento de esgotos do Parque Novo Mundo voltará a ser na Capital um rio limpo e piscoso como já ocorre em todo o interior do estado.
Por 400 dias a Radio Eldorado estará apoiando a campanha Amigos do Ribeirão Capivari e os técnicos e especialistas da SOS Mata Atlântica estarão orientando, acompanhando e co-patrocinando com diversos outros apoiadores as ações do Instituto Pinho-Bravo e demais organizações que estão se aglutinando em torno da causa maior: recuperar o nosso ribeirão.A Band Vale FM Emissora lider em todo o Vale do Paraíba e região também estará dando ampla cobertura à campanha.
A TV VANGUARDA (Rede Globo) apresentou no seu noticiário do dia 10/07 entrevista com o Engº Agrº Walter Vasconcelos, vice-presidente do Instituto Pinho-Bravo sobre a campanha de despoluição do Ribeirão Capivari. Durante cinco minutos aquela importante emissora de TV divulgou a campanha e colocou-se a disposição para toda e qualquer informação a ser veiculada pela comunidade jordanense.
Adesões, apoios, sugestões, críticas, etc, serão bem vindas e poderão ser encaminhadas para:
Instituto Pinho-Bravo - Rua Miguel Pereira, 47 - Campos do Jordão - CEP 12.460-000
Tel 12-2625044 Email: ipb@webcampos.com.br www.amigosdoribeirao.8m.com
No último sábado, dia 8, foi iniciada pelo Instituto Pinho-Bravo a Campanha " Amigos do Ribeirão Capivari" , no deck da loja Malú Decorações, na praça principal da Vila Capivari, em Campos do Jordão, como fora amplamente divulgado pela imprensa local e da região.
Visando angariar 50 mil assinaturas que serão enviadas ao Sr. Presidente da Sabesp solicitando que aquela Companhia não continue jogando esgoto que coleta, no principal ribeirão urbano da "Suíça Brasileira" e que dê continuidade ao projeto da Estação de Tratamento de Esgotos da Estância, parado após a conclusão dos projetos de engenharia e desapropriação da área destinada a sua construção, a comunidade decidiu descruzar os braços e se movimentar em busca da despoluição do seu ribeirão.
Autoridades, jordanenses notáveis, artistas de rádio, TV, jornalistas, professores e bolsistas do festival de inverno, turistas residentes e visitantes, ambientalistas de ONGs da estância e da região e principalmente os homens da mídia compareceram ao deck da Malú Decorações e tornaram-se AMIGOS DO RIBEIRÃO CAPIVARI, sendo que no primeiro final de semana este número ultrapassou dois milhares, o que não surpreendeu os organizadores da campanha.
O empresário e Eng. Agrº. Walter Vasconcelos, vice-presidente do IPB e entusiasta da campanha, classificou como " um sonho há muito esperado pêlos jordanenses e que estava atravessado na garganta de muitos que se sentiam envergonhados de ver a triste situação do Ribeirão Capivari: sujo, poluído, fétido e sem vida e apesar dos esforços realizados, poucos resultados tem se obtido para recuperá-lo"
O Sr. Fernando F. Albuquerque , um dos gerentes do Banco Real em Campos Jordão, e que também é parceiro e apoiador da campanha pró despoluição, declarou-se entusiasmado de ver a boa aceitação que a iniciativa suscitou e que sua organização estará apoiando e incentivando para que cada cliente Real torne-se um "Amigo do Ribeirão Capivari"
Realizada pelo IPB - Instituto Pinho-Bravo, com apoio da Radio Eldorado, Fundação SOS Mata Atlântica, Band Vale FM (que transmitiu do local entrevista ao vivo com o pessoal do Pinho-Bravo), Jornal de Campos do Jordão & Cia, Jornal Valeparaibano, Nosso Guia Turístico, ONG Calma, ONG Progaia, Conseg de C. Jordão, Faculdade da Terceira Idade, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e vários comerciantes jordanenses a campanha prosseguirá durante toda a temporada de inverno. Ações diversas serão realizadas com orientação da equipe da SOS Mata Atlântica, que está repassando toda a metodologia empregada na campanha do Núcleo Pró Tietê, de repercussão internacional, visando a despoluição daquele rio e em dezenas de outros rios que ajuda a despoluir.
Venha você também dar a sua colaboração como voluntário na captação de assinaturas, como divulgador, como doador financeiro ou como multiplicador da idéia que esta contagiando toda Campos do Jordão e região.


São José dos Campos, Segunda-feira, 24 de
Julho de 2000 ![]() |
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POLUIÇÃO Sabesp adia construção de estação de tratamento e alega falta de verbas; cidade despeja 2,88 mi de litros por dia em rio Campos terá esgoto tratado só em 2005
FELIPE CONRADO FREE-LANCE PARA A FOLHA VALE A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) adiou para 2005 a construção da estação de tratamento de esgoto de Campos do Jordão. Conhecida como "Suíça brasileira", a cidade lança todo o seu esgoto no rio Capivari, que corta áreas nobres da cidade. A construção da estação de tratamento de esgoto de Campos, avaliada em R$ 8,3 milhões, já consta do Programa Plurianual de Investimentos da Sabesp. A falta de tratamento do esgoto é vista como o principal problema ambiental de Campos do Jordão. Todo o esgoto é lançado sem tratamento no rio Capivari. O rio, depois, muda de nome e passa a se chamar Sapucaí-Guaçu. Além dos 2,88 milhões de litros de esgotos recolhidos por dia pela Sabesp, há também o lançado por casas e condomínios clandestinos. A situação transformou os rios da cidade em um verdadeiro esgoto a céu aberto. Durante o inverno, Campos chega a receber, em um único final de semana, até 200 mil turistas que procuram as baixas temperaturas, muitas vezes negativas. Campanha A ONG (Organização Não-Governamental) Pinho Bravo está realizando uma campanha para obter 50 mil assinaturas para pedir o adiantamento da obra à direção da Sabesp. Os organizadores reuniram aproximadamente 8.000 assinaturas até a sexta-feira passada, em uma semana de realização do abaixo-assinado. Outros órgãos se envolveram na campanha, como o Rotary, Movimento Luto Pelos Rios, Fundação S.O.S. Mata Atlântica e as organizações Progaia e Calma. Segundo o secretário-executivo do Instituto Pinho Bravo, Jarmuth de Oliveira Andrade, 80% do valor da conta de água paga pelo consumidor é referente ao esgoto e já existe o projeto da estação de tratamento de esgoto de Campos do Jordão em área desapropriada, no bairro Lagoinha, à disposição da Sabesp. "O Capivari recebe todo esgoto da cidade há uns 40 anos. A estação precisa ser construída rapidamente, mas falta vontade política", afirmou o secretário. Ação O promotor José Basso Júnior, curador do Meio Ambiente de Campos, disse que pretende entrar com uma ação civil para impedir que seja jogado esgoto nos córregos (leia texto nesta página). Segundo o gerente da Sabesp de Campos do Jordão, Cláudio Katayama, a demora na construção da estação de tratamento acontece por falta de recursos. "A poluição dos rios é um problema que precisa ser resolvido o mais rápido possível, mas o valor da obra é alto", afirmou ele. Katayama disse que não há alternativas para resolver o problema de lançamento de esgoto no Capivari e outros córregos da cidade. "A única solução é a construção da estação de tratamento", disse o gerente. O secretário do Meio Ambiente de Campos, Cláudio Luciano Sirin, confirmou que o maior problema ambiental da cidade é a falta de tratamento do esgoto e apóia a campanha do Pinho Bravo. "A Sabesp sempre jogou o esgoto coletado no rio e a quantidade aumenta a cada ano por causa do crescimento da população e dos turistas. Na temporada, a situação piora", disse Sirin. A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) de Taubaté não faz medições do nível de poluição nas águas dos rios de Campos do Jordão. Luís André Paulichi, funcionário da área de controle de poluição da Cetesb, disse que as únicas medições de poluição na região são feitas no rio Paraíba. "Não há como controlar todos os rios. As análises laboratoriais são caras. Somente em casos de desastre ecológico aconteceria uma medição em rios menores", disse Paulichi. Próximo Texto: Curador promete ação civil Índice |
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