NÓS SERVIMOS |
LIONS CLUB DE CAMPOS DO JORDÃO É TAMBÉM AMIGO ! |
Tendo sido convidada pelo CL José Roberto Júlio, Governador do Distrito LC-5 neste Ano Leonístico, para ser Assessora de Meio Ambiente, senti-me honrada e quero sentir-me, principalmente, capaz para desenvolver esta Assessoria com dignidade.
Contando com a participação dos clubes, enviando-me sugestões, abrindo espaço para a realização de Feiras do Verde, estaremos fazendo a nossa contribuição para a preservação do Meio Ambiente, do verde e esclarecendo também sobre a poluição dos rios e a preservação dos mananciais.
Estou mantendo contato com Institutos para obter mudas de árvores nativas e também procurando informações sobre espécies que ocorrem em determinadas regiões. Sendo assim, poderemos programar no seu Clube a localização de áreas em sua Cidade (parques, praças, escolas, etc.). onde faremos o plantio de árvores.
Juntos faremos renascer uma frondosa árvore, que nos dará sombra, flores, frutos e principalmente, ar puro. Semente principalmente para preservar aquilo que Ele nos deu de mais sagrado, a vida.
Estamos apoiando a campanha " Amigos do Ribeirão Capivari " da comunidade de Campos do Jordão, coordenada pelo Instituto Pinho-Bravo para despoluir o principal rio que atravessa toda a cidade.
Entendemos que essa é uma oportunidade para que possamos colocar em prática nosso lema: "NÓS SERVIMOS" e de mãos dadas com a laboriosa população jordanense salvarmos o seu principal ribeirão. Num futuro próximo poderemos até estudar a possibilidade de estender campanha semelhante para outras comunidades que queiram defender seu meio ambiente.
Leonisticamente,LEÕES NA CAMPANHA
O Lions Clube de Campos do Jordão, através de seu Presidente José Cláudio Mastrandea, juntamente com seus associados, vem parabenizar o IPB - Instituto Pinho Bravo, pelo excelente trabalho e empenho que vem fazendo para a despoluição dos rios Capivari e Sapucaí Guaçu que cortam a cidade de Campos do Jordão. Isto mostra que ainda há possibilidade de podermos fazer muito para o bem da cidade que sempre recebe o turista, o visitante e seus habitantes com carinho.
Nosso clima é um dos melhores do mundo, porém não adianta termos um bom clima, se não temos um rio limpo e despoluído.
Devemos de mãos dadas e o mais rápido possível juntar nossas forças e abraçar esta causa por um rio mais bonito e principalmente limpo para que possa correr tranqüilo entre as árvores e pinheiros dando beleza a nossa querida cidade, onde o turista e o morador possam usufruir de sua beleza.
Para que tenhamos êxito em nossa luta, também as autoridades deverão se empenhar para a educação do povo, conscientizando para que não maltratem o rio, não joguem lixo e conservando sempre limpo para o bem de toda a população.
Sendo assim, nosso clube vem oferecer nossa solidariedade e apoio a este Instituto nos colocando ao inteiro dispor no que for necessário.
Atenciosamente
José Cláudio Mastrandea
Presidente
"Já foi protocolado um inquérito civil para apurar irregularidades da empresa no tratamento do esgoto, mas até hoje não temos os laudos técnicos", disse Basso, que reclamou da burocracia na entrega dos resultados.
Segundo ele, o inquérito foi feito em 95, após reclamações de órgãos ambientais do município com relação à falta de tratamento do esgoto produzido na cidade, que é jogado diretamente no rio Capivari e outros córregos da cidade.
"Sabemos que todo o esgoto vai direto para os rios, mas não é de uma hora para outra que vamos conseguir reverter este quadro. Quero firmar um compromisso com a empresa para agilizar o projeto", afirmou o promotor.
Basso disse que aprova a iniciativa do Instituto Pinho Bravo de recolher assinaturas para pedir à direção da Sabesp para antecipar a construção da estação de tratamento de esgoto. "A campanha é importante pois mostra que o povo está descontente e acaba exercendo pressão política", afirmou
Segundo o gerente Cláudio Katayama, a empresa adota um programa de melhorias para acompanhar o crescimento populacional do município.
"Implantamos reservatórios, adutores e expandimos nossa rede a partir de 95 para dar conta do serviço ", afirmou Katayama.
"Hoje temos uma capacidade suficiente de tratamento para suprir a demanda, mas a Sabesp tem planos para expandir a rede para bairros mais afastados", disse o engenheiro.
A empresa planeja para 2005, dentro do Programa Plurianual de Investimentos, a implantação de um sistema de abastecimento para os bairros de Descansópolis e Vila Natal, que hoje têm sistema independente.
O custo estimado do projeto, que beneficiaria cerca de 700 famílias, é de R$ 4,05 milhões. "O custo da obra para lugares mais afastados, como Descansópolis, é maior", afirmou Katayama.
Conhecida como "Suíça brasileira", a cidade lança todo o seu esgoto no rio Capivari, que corta áreas nobres da cidade.
A construção da estação de tratamento de esgoto de Campos, avaliada em R$ 8,3 milhões, já consta do Programa Plurianual de Investimentos da Sabesp.
Além dos 2,88 milhões de litros de esgotos recolhidos por dia pela Sabesp, há também o lançado por casas e condomínios clandestinos. A situação transformou os rios da cidade em um verdadeiro esgoto a céu aberto.
Segundo o gerente da Sabesp de Campos do Jordão, Cláudio Katayama, a demora na construção da estação de tratamento acontece por falta de recursos.
"A poluição dos rios é um problema que precisa ser resolvido o mais rápido possível, mas o valor da obra é alto", afirmou ele.
Katayama disse que não há alternativas para resolver o problema de lançamento de esgoto no Capivari e outros córregos da cidade. "A única solução é a construção da estação de tratamento", disse o gerente.
Durante o inverno, Campos chega a receber, em um único final de semana, até 200 mil turistas que procuram as baixas temperaturas, muitas vezes negativas.
O secretário do Meio Ambiente de Campos, Cláudio Luciano Sirin, confirmou que o maior problema ambiental da cidade é a falta de tratamento do esgoto e apóia a campanha do Pinho Bravo.
"A Sabesp sempre jogou o esgoto coletado no rio e a quantidade aumenta a cada ano por causa do crescimento da população e dos turistas. Na temporada, a situação piora", disse Sirin.
A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) de Taubaté não faz medições do nível de poluição nas águas dos rios de Campos do Jordão.
Luís André Paulichi, funcionário da área de controle de poluição da Cetesb, disse que as únicas medições de poluição na região são feitas no rio Paraíba.
"Não há como controlar todos os rios. As análises laboratoriais são caras. Somente em casos de desastre ecológico aconteceria uma medição em rios menores", disse Paulichi.
Se considerarmos a água como "elemento essencial à vida", poderíamos considerar um rio a fonte geradora de toda a vida em seu entorno.
Um rio poluído e mal cuidado é então a conseqüência da inconsciência de uma população, que não percebendo as relações ambientais, acaba por atentar contra a própria vida.
Limpar ou despoluir o rio não é apenas uma questão de engenharia, é também um processo educativo que só atingirá o resultado esperado se todos que estão ao seu entorno participarem e percebendo o significado desta ação.
Para se perceber o significado e a importância da água para vida é necessário conhecer, ao menos uma parte, das relações ambientais e descobrir que a vida é uma só, mesmo que distribuída na Terra de várias formas distintas, não pode acontecer isoladamente.
Algumas pessoas já descobriram isso, e por amor ao milagre da vida, estão agindo em sua defesa. Perceba também, a vida depende de você!
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Engenheiro Agrônomo, mestrando em Engenharia Ambiental Coordenador de Educação Ambiental pela Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Campos do Jordão, onde vem coordenando e implantando diversos projetos em EA, tais como, implantação das unidades do Parque da Vida, Semanas de Proteção Ambiental, Fóruns de Educação Ambiental, Operação de Limpeza do Rio Capivari 97, Reciclagem nas Escolas, Serra Viva, Núcleo SERELEPE, Núcleo Regional de Educação Ambiental da Serra da Mantiqueira, entre outros. E-mail: agsilva@iconet.com.br | ![]() |
A COMUNIDADE TEM VERGONHA DO SEU RIO!
A população de Campos do Jordão sente-se envergonhada de apresentar para os visitantes da belíssima Estância o seu Ribeirão Capivari tão poluído, sujo, mau tratado e sem vida.
Se pararmos para pensar, vamos verificar que todos nós temos um pouco de culpa no que acontece:
A iniciativa do Instituto Pinho-Bravo - "Amigos do Ribeirão Capivari", com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica, deve ser apoiada e incentivada por toda Campos do Jordão. Precisamos exigir que os responsáveis por sua poluição sejam rigorosamente cobrados e deixem de cometer esse abuso contra a natureza e contra nossa bela cidade.
CAMPANHA
QUER RESSUSCITAR RIBEIRÃO CAPIVARI
Por: Marcio Correia
A ONG (organização não-governamental) Instituto Pinho Bravo iniciou em Campos
do Jordão o programa ARCA (Amigos do Ribeirão Capivari). Trata-se de uma
campanha de conscientização que objetiva recuperar o mais importante rio da
estância.
A
“Suíça brasileira” também tem os seus momentos de “Africa” e não
possui uma estação de tratamento de esgotos. O ribeirão Capivari cruza
praticamente todo o município e, nesse curso, recebe os dejetos “in
natura”.
A
intenção da campanha é conseguir 50 mil assinaturas para solicitar à direção
da Sabesp a construção dessa unidade. Outro problema é o lixo jogado às suas
margens, que provoca inundações nas vias centrais em épocas de chuvas fortes.
Em
agosto, o Instituto Pinho Bravo vai promover nas escolas, associações de
bairro e de classe um programa de educação ambiental para garantir a sobrevivência
da natureza de Campos do Jordão, o seu maior atrativo.
“Em 1988, ainda trabalhando no SAAE ( Serviço Autônomo de Água e Esgoto) da cidade de bandeirantes, norte do Paraná, elaborei um livrete sobre a escassez de água na Terra e os problemas que enfrentaríamos no início no novo milênio. Pois bem, estamos hoje frente ao maior de todos os problemas, entre os quatro elementos da natureza. Temos que nos preocupar e muito. No tratado da agenda-21, subscrita por 170 países em 1992 a questão da ÁGUA é por demais importante na discussão sobre meio ambiente, até porque sem ela o meio ambiente não terá vida. Estou muito satisfeito em ver a disposição com a qual o instituto está chamando à responsabilidade de todos para o problema da água e parabenizo o pessoal”.
Mauro Freitas